Na próxima quarta-feira (20/11), será celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, uma data que homenageia a memória de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência negra contra a escravidão. Agora, o dia é oficialmente reconhecido como feriado nacional.
A mudança foi aprovada pelo Congresso em novembro do ano passado e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até então, a data não fazia parte do calendário nacional e tampouco era considerada ponto facultativo.
Antes da alteração, o Dia da Consciência Negra era feriado em apenas seis estados e cerca de 1,2 mil municípios, dependendo de legislações estaduais ou municipais para garantir a folga.
Próximo feriado nacional
Após o Dia da Consciência Negra, o próximo feriado nacional será o Natal, celebrado em 25 de dezembro. No entanto, como a data cai em uma quarta-feira, a possibilidade de uma emenda prolongada pode ser inviabilizada.
Sobre Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares (1655–1695) foi uma das principais figuras da resistência negra à escravidão no Brasil e líder do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo da história colonial do país. Ele é um símbolo da luta pela liberdade, justiça e igualdade racial, especialmente para os afrodescendentes.
Contexto histórico
Quilombos: Eram comunidades formadas por escravizados que fugiam das fazendas, engenhos e cidades coloniais. O Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, no atual estado de Alagoas, tornou-se o maior e mais conhecido desses refúgios.
Sociedade em Palmares: Palmares era uma sociedade organizada, com agricultura, comércio e defesa armada. Era composta não apenas por negros fugidos, mas também por indígenas e brancos marginalizados.
Vida de Zumbi
Nascimento e infância: Nascido no Quilombo dos Palmares, Zumbi foi capturado ainda criança por bandeirantes e entregue a um padre, sendo batizado e educado no catolicismo. No entanto, aos 15 anos, fugiu e retornou a Palmares.
Liderança: Zumbi destacou-se como um grande estrategista militar e assumiu a liderança de Palmares, sucedendo Ganga Zumba, seu tio, que havia negociado um acordo de paz com os colonizadores portugueses.
Resistência: Sob o comando de Zumbi, Palmares resistiu por anos aos ataques dos colonizadores, que buscavam destruir o quilombo e recapturar seus habitantes.
Morte e legado
Captura e execução: Zumbi foi traído por um de seus companheiros e capturado pelos portugueses em 1695. Ele foi decapitado, e sua cabeça foi exibida em praça pública no Recife para intimidar outros escravizados.
Legado: Zumbi tornou-se um símbolo da resistência negra e da luta pela liberdade. O dia de sua morte, 20 de novembro, foi instituído como o Dia da Consciência Negra, uma data para refletir sobre o impacto do racismo e valorizar a cultura e a história afro-brasileira.
Zumbi dos Palmares é lembrado como um herói nacional e um ícone na luta contra a opressão e pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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